Depois de uma semana de frio, chuva e vento na sexta-feira abriu um baita sol. Frio mas com sol. Pensei amanhã vai dar um belo passeio.
Não lembrei que era dia de aula. Aula de manhã e de tarde. Tentamos convencer o professor a tocar direto das 8 h às 16 h mas não houve argumento, queria almoçar.
Assim saímos da aula às 18 h e com "tema de casa" para fazer.
Mas amanhã a bicicleta não escapa (já fiz o tema hoje).
Como presente do dia dos pais vou dar um belo giro pelas nossas estradas.
Acho que, para variar, vou até Coxilha pelo lado da UPF. Devo sair aqui de casa às 14 h.
Abraços a todos e até sábado.
sábado, 7 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
No Centro Cirúrgico relembrando aventuras
Estou no intervalo entre uma cirurgia e outra (que pelo jeito vai demorar para começar).
Lá fora pelo que consigo enxergar pela janela deve estar frio. Com certeza hoje não é dia de pedalar (para alguns). Hoje é dia de relembrar os bons momentos passados com a magrela.
No ano passado estava sem hobby para os finais de semana e a convite do Paulo comecei a pensar no assunto. Mais tarde fui incentivado pelo Alexandre a comprar uma bicicleta. Dizem que o Alexandre está arrependido, pois já foram tanto os tombos que ele está se sentindo culpado. Comprada a bike era hora de usá-la!
No primeiro final de semana o Alexandre e eu fomos, num sábado à tarde, em direção ao bosque do Bertol, que fria, na estrada até que comportei bem, mas na hora da trilha foi horrível. Além do barro (havia chovido pela manhã) depois de uma certa idade a gente já não tem a ginga necessária. Como consequência fiz a trilha empurrabndo a bike, só voltei a pedalar na estrada voltando para casa.
Comecei andando pelo Bosque Lucas Araújo - pouco tráfego, bons lugares para treinar a troca de marchas, alguns obstáculos, ruas com e sem calçamento. Depois me aventurei pela Av.ora da trilhesidente Vargas até o trevo para Marau. Foi um pouco mais complicado, muitos motoristas (e pedestres) não respeitam o ciclista. Agem como se fôssemos invisíveis (isto que sempre mantive o farol e a lanterna no modo piscante). A partir dai as esticadas foram em direção ao campus da UPF e dentro do próprio campus. As ruas asfaltadas com subidas e descidas e em alguns lugares as vias que são de terra com obstáculos permitem um ótimo treinamento. Assim passei minhas duas primeiras semanas.
Lá fora pelo que consigo enxergar pela janela deve estar frio. Com certeza hoje não é dia de pedalar (para alguns). Hoje é dia de relembrar os bons momentos passados com a magrela.
No ano passado estava sem hobby para os finais de semana e a convite do Paulo comecei a pensar no assunto. Mais tarde fui incentivado pelo Alexandre a comprar uma bicicleta. Dizem que o Alexandre está arrependido, pois já foram tanto os tombos que ele está se sentindo culpado. Comprada a bike era hora de usá-la!
No primeiro final de semana o Alexandre e eu fomos, num sábado à tarde, em direção ao bosque do Bertol, que fria, na estrada até que comportei bem, mas na hora da trilha foi horrível. Além do barro (havia chovido pela manhã) depois de uma certa idade a gente já não tem a ginga necessária. Como consequência fiz a trilha empurrabndo a bike, só voltei a pedalar na estrada voltando para casa.
Comecei andando pelo Bosque Lucas Araújo - pouco tráfego, bons lugares para treinar a troca de marchas, alguns obstáculos, ruas com e sem calçamento. Depois me aventurei pela Av.ora da trilhesidente Vargas até o trevo para Marau. Foi um pouco mais complicado, muitos motoristas (e pedestres) não respeitam o ciclista. Agem como se fôssemos invisíveis (isto que sempre mantive o farol e a lanterna no modo piscante). A partir dai as esticadas foram em direção ao campus da UPF e dentro do próprio campus. As ruas asfaltadas com subidas e descidas e em alguns lugares as vias que são de terra com obstáculos permitem um ótimo treinamento. Assim passei minhas duas primeiras semanas.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pedalando com chuva e frio - reflexões
Na minha postagem anterior contei um pouco da nossa aventura desse último sábado (a minha foi de Nicolau Vergueiro - Ernestina - Encruzilhada Muller - Pulador - Passo Fundo).
Depois de muito frio e molhado até os ossos parei na lancheria do Posto Latina para tomar uma bebida quente. Da porta da lancheria pedi um café com leite (é claro que não iria entrar do jeito que estava - molhado, sujo e com as botinas enlameadas). O dono prontamente me atendeu e veio a bebida quente e gostosa num copo (fazia tempo que não tomava café com leite em copo de cerveja).
Enquanto aguardava fiquei conversando com o dono da lancheria. Foi ai que ele me disse: "Esse negócio de andar na chuva e no frio é coisa de aposentado!". Tipo assim: quem não tem o que fazer, está cansado de ficar em casa, resolve fazer um programa diferente. Não sem uma certa dose de razão ...
Na farmácia foi a mesma coisa. Parei na porta da farmácia e a moça percebendo o meu estado veio me atender na porta. Deve ter pensado: "imagina se esse cara entra e temos que limpar todo o barro e areia do rastro que ele vai deixar".
Lembrei do e-mail que recebi esses tempos sobre as semelhanças com o adolescente e o envelhecente, um usa tênis e o outro também e outras comparações que não lembro agora (uma delas deve ser que na adolescência faz trilha de bicicleta e na envelhecência também ...).
As lembranças da aventura ficam mais gostosa quando a gente está em casa banho tomado, degustado uma boa sopa de capeletti e depois em baixo das cobertas com o lençol elétrico ligado (coisa que aconteceu mais ou menos às 8 h e 30 min).
Teve um momento entre Pulador e Passo Fundo em que estrada se tornou mais barrenta (acho que haviam passado a patrola recentemente). A roda da bike afundava no barro, não conseguia trocar as marchas e o freio (apesar de ser a disco) começou a fazer um barulho estranho. Pensei, só me falta essa. Ter problemas mecânicos nessa hora, mas felizmente eles não ocorreram, foi só uma questão em relação à estrada por onde estava passsando.
Quando avistei as luzes da cidade fiquei muito contente, mesmo que ainda faltassem oito quilômetros. Mais tarde o Sandro (que era com quem eu estava fazendo dupla) me alertou sobre a decida que termina na ponte. Disse: "vai devagar senão tu não consegues parar". Sábio conselho, a estrada parecia um sabão, desci com calma freio dianteiro (que já não respondia tão bem) ajudando o freio traseiro e consegui chegar ileso à ponte. Dai em diante foi uma barbada.
Como a vontade de chegar era muuuito grande, na subida de São Miguel tirei, lá do fundo do baú, as últimas energias e "meti perna" até chegar no posto (e no copo de café com leite quente). Com os dedos gelados (dos pés e das mãos), todo molhado e com frio, ainda tive que ouvir a observação sobre a a aposentadoria.
Para concluir, depois que terminamos as aventuras a gente olha para trás, recorda o que passou e pensa: essa eu venci, o corpo ainda responde quando solicitado e se sente prazer. O prazer da vitória, da etapa vencida. Será que só os aposentados tem essa vontade de fazer as coisas diferentes?
Abraços e até a próxima pedalada.
Lorenzini
P.S.: Por incrível que pareça durante todo o percurso não sofri nenhuma queda digna de nota, sem nenhum arranhão (acredita Xyko). Bem, na verdade uma pequena queda. Ao parar para as tais de necessidade fisiológicas escorreguei no barro e cai sentado (nada que a máquina de lavar roupa não resolvesse).
Teve um momento entre Pulador e Passo Fundo em que estrada se tornou mais barrenta (acho que haviam passado a patrola recentemente). A roda da bike afundava no barro, não conseguia trocar as marchas e o freio (apesar de ser a disco) começou a fazer um barulho estranho. Pensei, só me falta essa. Ter problemas mecânicos nessa hora, mas felizmente eles não ocorreram, foi só uma questão em relação à estrada por onde estava passsando.
Quando avistei as luzes da cidade fiquei muito contente, mesmo que ainda faltassem oito quilômetros. Mais tarde o Sandro (que era com quem eu estava fazendo dupla) me alertou sobre a decida que termina na ponte. Disse: "vai devagar senão tu não consegues parar". Sábio conselho, a estrada parecia um sabão, desci com calma freio dianteiro (que já não respondia tão bem) ajudando o freio traseiro e consegui chegar ileso à ponte. Dai em diante foi uma barbada.
Como a vontade de chegar era muuuito grande, na subida de São Miguel tirei, lá do fundo do baú, as últimas energias e "meti perna" até chegar no posto (e no copo de café com leite quente). Com os dedos gelados (dos pés e das mãos), todo molhado e com frio, ainda tive que ouvir a observação sobre a a aposentadoria.
Para concluir, depois que terminamos as aventuras a gente olha para trás, recorda o que passou e pensa: essa eu venci, o corpo ainda responde quando solicitado e se sente prazer. O prazer da vitória, da etapa vencida. Será que só os aposentados tem essa vontade de fazer as coisas diferentes?
Abraços e até a próxima pedalada.
Lorenzini
P.S.: Por incrível que pareça durante todo o percurso não sofri nenhuma queda digna de nota, sem nenhum arranhão (acredita Xyko). Bem, na verdade uma pequena queda. Ao parar para as tais de necessidade fisiológicas escorreguei no barro e cai sentado (nada que a máquina de lavar roupa não resolvesse).
Foto dos quatro atravessando a barca entre Nicolau Vergueiro e Ernestina
Reparem na capa de chuva JÁ vestida - e era só o começo!
(Foto do Barqueiro)
domingo, 1 de agosto de 2010
De Nicolau Vergueiro à Passo Fundo com chuva e no frio
De Nicolau Vergueiro à Passo Fundo
com chuva e frio!
Trajeto feito - 85 km em 6 h e 22 min (pelo menos é o que marcava o Cateye)
Essas conquistas vão animando a gente.
Dias atrás me convidaram para participar de uma pedalada que incluiria: Passo Fundo - Nicolau Vergueiro - balsa - Ernestina - Encruzilhada Muller - Pulador - Passo Fundo. Maravilhoso, seriam quase 100 km de um passeio bonito e em excelente companhia. Topei.
Como sábado pela manhã tinha uma anestesia programada, combinei que nos encontraríamos na balsa. Eles sairiam às 7 h de Passo Fundo e a Iolanda me levou de carro até a balsa. Na ida até a balsa, já começaram alguns pingos d'agua e a Iolanda perguntando: "Tu vais mesmo nessa empreitada?" Desconversando disse que eram só uma garoa e que logo passaria (o céu está cinza já mais para o escuro). Mas enfim consegui que me deixasse na balsa e de lá fui até Nicolau Vergueiro para encontra o Cesar, o Sandro e o Miguel.
Da balsa até Nicolau Vergueiro são 10 k de uma estrada ótima. Cheguei rapidinho em Nicolau e fui até a entrada de Passo Fundo onde aguardei o pessoal (uns 30 min). Para depois, juntos irmos até Ernestina e de lá a Encruzilhada Muller, Puladorn e Passo Fundo. Veja a figura da rota.
De lá fomos para Ernestina fazer um lanche no Posto Ipiranga. Enquanto lanchávamos caiu um "pé dágua". Aguardamos passar a chuva e retomamos a nossa jornada em direção à Encruzilhada Muller. No início o trecho foi bem tranqüilo. Apesar do chuvisqueiro a estrada estava bem transitável, úmida mas firma. Acho que andamos num bom ritmo durante umas 2 horas.
O Cesar com os pontos anotados no mapa e as coordenadas retiradas do Google Earth, nos salvou em diversas ocasiões, pois muitas eram as encruzilhadas.
Viemos vindo. Ai começou a chover realmente. Chuva e frio. Os agasalhos e a capa de chuva já não adiantavam para nada. Apesar da capa de chuva a água foi molhando as roupas e esfriando.
As luvas normais, isto é, cobrindo todos os dedos, estavam molhadas e os dedos literalmente congelando.
Estava ficando muito frio.
A botina ainda ajudava o pé ainda estava aquecido. Mas à medida que a água ia escorrendo pela perna ia encharcando as meias e esfriando os pés. Que frio. Dizem que enquanto os pé estão aquecidos não há problema. Realmente o desconforto maior começou quando os dedos do pé começaram a gelar.
Estava ficando mais frio.
O barro e a estrada (patrolada recentemente dificultavam a locomoção) o Sandro insistia em lubrificar minha correia a cada meia hora (o que agradeci e muito).
A estrada foi ficando pesada, as marchas já não trocavam, os freios começaram a "pegar" e até para se manter na trilha mais firme da estrada estava difícil.
Nenhum tombo, mas as coisas iam ficando mais difíceis.
Às cinco da tarde já tivemos que ligar os faróis, para sinalização e também porque a luminosidade já estava diminuindo. Às seis estávamos na dependência total dos nossos faróis.
Não se visualizava nada, chuva, barro, estrada ruim (não conseguíamos uma via firma era só barro), e frio.
E de-lhe pedalar e os quilômetros não passavam. E o Sandro dizia, já estamos em casa, só mais vinte quilômetros. Vinte quilômetros!!! Naquela velocidade levaríamos uma três horas.
Avistamos a Encruzilhada Muller o que nos deu um alento.
Ao chegar a Pulador já era noite e só reconheci o cemitério. Ai pensei comigo mesmo: "só estamos no cemitério, faltam horrores de quilômetros até chegarmos ao Centro". O Sandro optou por voltar pelo caminho de cima. Lembrei do Xyco e para passar a estrada de ferro, desci da bicicleta e andei uns bons metros a pé.
O frio já penetrava nos ossos, os dedos da mão doíam e os dos pé estavam adormecidos. E estava frio!
Bom pensei, daqui até a cidade é um pulinho. Fazemos isso todas as semanas.
Que pulinho!!! Chuva, escuro, barro, marchas que não obedeciam o comando, pernas doendo e frio. Juro, foi o final de percurso mais difícil em todas essas aventuras (poucas) que já fiz.
Nas decidas tinha que andar devagar pois constantemente a bicicleta "rabeava" nas subidas não havia Cristo que fazia a bicicleta andar mais rápido (pelo barro, pela falta de forças e principalmente porque não se enxergava nada (isso com dois bons faróis).
Quando vi as luzes da cidade me animei. Pois já havia pensado em desistir, parar num canto e pedir socorro (Iolanda, vem me buscar que a coisa tá feia).
Mas aos poucos fomos chegando mais perto. A subidinha da Igreja de São Francisco estava mais íngreme que o normal ...
No posto Latina, parei para tomar um café com leite. O dono disse: "para fazer essas aventura - pedalar na chuva e com frio - só aposentado". Fiquei puto da cara! Expliquei para ele o nosso percurso e acho que ele ficou com outra impressão (talvez de mais respeito).
Dai em diante foi fácil. Ainda passei numa farmácia pra comprar um antiinflamatório. Fui atendido na porta da farmácia, imagina entrar na farmácia do jeito em que me encontrava (barro até nos óculos).
Chequei em casa às 19:30 h sob uma chuva de recriminações. Já não bastasse a água da chuva ainda levei uma aguada daquelas.
Olhando para trás, dá para ver que foi uma bela aventura com desafios que até aquele dia não havia enfrentado. Porém não contem comigo tão logo para sair no frio e na chuva.
No meu odômetro foram 85 kg em 6 h e 22 min.
Abraços,
Lorenzini
P.S.: O Cesar e o Miguel vieram em dupla um pouco mais devagar, talvez pela experiência. Eu é que queria chegar logo! Já estava tarde e contava certamente com a regada final.
domingo, 20 de junho de 2010
Mais sobre quedas
Lendo a excelente entrevista com Kayo Oliveira que foi postada no Blog Pedal na Noite me permiti a algumas reflexões sobre as quedas.
O Kayo relatou que em 2005 durante uma prova, pedalando devagar, sofreu uma queda quando resolveu tentar tirar uma folha da roda dianteira. Veja que, mesmo pedalando devagar, o acidente foi grave. Só o fato de fraturar uma vértebra do pescoço, ao cair de cabeça, já torna o acidente sério. Além de poder ter lhe tirado a vida a conseqüência mais comum nesses acidentes é a tetraplegia ou paraplegia. O que por si só já é terrível para que ama andar de bicicleta.
Durante um bom tempo, ao que parece dois anos, passou por tratamento médico e recuperou-se para voltar a andar de bicicleta. Tenho certeza de que grande parte da melhora deveu-se à vontade que o Kayo veio demonstrando ao longo da vida, à vontade de pedalar.
Após esse tratamento, contra a vontade da família, voltou a pedalar, isso é determinação.
Os grandes também caem.
Outra parte da entrevista que achei bacana foi quando ele disse que "não se define como um ciclista rápido, mas como um ciclista capaz de pedalar o dia todo sem ficar cansado". Isso também é determinação.
Isso é o que vejo na grande maioria dos colegas com quem pedalo. Não somos os mais rápidos mas temos persistência e determinação.
O Kayo relatou que em 2005 durante uma prova, pedalando devagar, sofreu uma queda quando resolveu tentar tirar uma folha da roda dianteira. Veja que, mesmo pedalando devagar, o acidente foi grave. Só o fato de fraturar uma vértebra do pescoço, ao cair de cabeça, já torna o acidente sério. Além de poder ter lhe tirado a vida a conseqüência mais comum nesses acidentes é a tetraplegia ou paraplegia. O que por si só já é terrível para que ama andar de bicicleta.
Durante um bom tempo, ao que parece dois anos, passou por tratamento médico e recuperou-se para voltar a andar de bicicleta. Tenho certeza de que grande parte da melhora deveu-se à vontade que o Kayo veio demonstrando ao longo da vida, à vontade de pedalar.
Após esse tratamento, contra a vontade da família, voltou a pedalar, isso é determinação.
Os grandes também caem.
Outra parte da entrevista que achei bacana foi quando ele disse que "não se define como um ciclista rápido, mas como um ciclista capaz de pedalar o dia todo sem ficar cansado". Isso também é determinação.
Isso é o que vejo na grande maioria dos colegas com quem pedalo. Não somos os mais rápidos mas temos persistência e determinação.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Das quedas e lições
Comecei (recomecei) a andar de bicicleta em outubro de 2009. Quem me convidou foi o Paulo Estacia e depois o Everton Lima também mencionou que havia um grupo que pedalava junto.
Mas com a insistência do Paulo mencionei o fato para o Alexandre Higushi. Prontamente o Alexandre passou a pesquisar na Internet qual a bicicleta mais adequada para mim. É claro que tínhamos a opção de monta uma bicicleta porém optamos em comprar uma já montada e testada. A opção foi pela Scott Aspect 40. Passamos lá na BikeTour e após algumas negociações comprei a bike.
Quando ela chegou, deixei a magrela lá em casa. Olhava para ela e não me animava a pedalar. Dias depois, com todos equipamentos de segurança me animei a andar com ela pelo bosque. Mais para aprender a troca de marchas e como se com portava. Com o passar dos dias fui me animando e ficando mais seguro. O preparo físico foi melhorando (aliado às idas a academia) e o peso foi diminuindo. Afinal se compra uma bicicleta leve e só de gordura levamos conosco um exagero de peso. Com a confiança lá em cima, voltando para casa, resolvi subir num meio-fio. Foi o primeiro tombo. Não levantei a roda da frente o suficiente e voei por cima da bicicleta. O estrago não foi grande apenas alguns hematomas. O estrago maior foi na roda da frente da bike que teve que ser arrumada.
O meu primeiro passeio fora da rota: casa - bosque - Av. Getulio Vargas foi com o Alexandre. Fomos para a trilha do Bertol. Na estrada estava tudo às mil maravilhas, passamos pelo riacho sem muitas reclamações. Foi entrar na trilha e já não me mantinha sobre a bicicleta. Era um tombo atrás do outro. Não gostei do espaço estreito para manobras, não tinha "jogo de cintura" para aquilo além da trilha com umidade e muitas partes escorregadias. Foi a minha primeira experiência negativa com a trilha. Achava que não era para o meu equilíbrio já meio ancião.
Mesmo assim me senti seguro para acompanhar o pessoal no passeio do sábado à tarde. Ainda mais que soube que algumas vezes o passeio era por estradas de chão evitando as trilhas. O passeio foi em direção a Coxilha e saída na Efrica. Um passeio sensacional (afinal era o primeiro) com muito esforço físico e sem quedas. Ainda mais recebendo dicas do Xyko sobre como usar de maneira adequada as marchas para evitar lesões de esforço repetitivo.
No passeio seguinte, mais um tombo. Fomos para os lados da trilha do Bertol. Ao iniciar uma descida, numa trilha, me passei, não me equilibrei direito e fui para o chão. O pessoal continuou mato a dentro, o Paulo e o Cesar me escoltaram até em casa (voltei pedalando). O interessante foi que tive um pressentimento. Via a descida e pensei "acho que não vai dar, é melhor descer a pé". Não ouvi meus pressentimentos e deu no que deu.
Continuei fazendo os passeios dos sábados à tarde e alguns passeios sozinho. Sofri algumas pequenas quedas sem conseqüência, tipo derrapar numa curva, velocidade muito lenta em subida íngreme, etc.
À medida que acompanhava a turma e complementava com aulas na academia fui melhorando a performance. Durante os passeios recebi inúmeras dicas (principalmente do Xyko) as quais agradeço. O problema mesmo era o equilíbrio e o "jogo de cintura" que com o tempo (principalmente quando se recomeça mais tarde) vai se perdendo.
Um tombo pelo menos não foi culpa minha. Estava voltando para casa inteiro, após um dos nossos passeiso de sábado, quando numa descida (30 km/h) apareceram três piás fazendo "Down Hill" na rua. O primeiro me ultrapassou, quando o segundo foi me ultrapassar tocou minha roda traseira e me desequilibrei. Outro tombo feio no asfalto com direito a quebra do capacete e diversas escoriações. Imaginem a chegada em casa.
O interessante é que fiz o Audax 200 de Porto Alegre, sem nenhuma queda ou problema relacionado à falta de equilíbrio. Foi um desafio (como já descrevi em postagem anterior) que exigiu um bom preparo físico mas apenas o básico em relação ao equilíbrio.
Domingo desses resolvi aceitar o convite do Everton Lima (IOT) para um passeio (passando o Clube Comercial) e indo em direção à trilha do lixão. Mau negócio. Enquanto estávamos na estrada tudo bem. Ai resolvi aceitar trilhar um pouco. No início até que foi bem, lá pelas tantas a trilha estreitou, tinha uma valeta do lado e ... tombo. Tombo feio com direito à sangramento nasal, inúmeras escoriações. Voltei pedalando e me prometendo "trilha nunca mais". Outra entrada triunfante em casa ... com filhas e esposa se preocupando. Sangramento pelo nariz assusta todo mundo. E o pior quebraram os meus melhores óculos. A bike teve algumas escoriações mas nada de mais. Foi dar um banho, lubrificar e estava nova.
A mãe de todos os tombos (até agora) ocorreu por outra imprudência. Num passeio de sábado, um sábado lindo, com temperatura agradável uma trilha ótima e um pessoal excelente. Estávamos numa boa turma e, repito, o caminho escolhido estava perfeito, com boas descidas e subidas que puseram a prova a nossa forma física. A queda ocorreu por mais um descuido. Voltando um pouco no tempo: minutos antes o Dudi e eu havíamos comentado sobre as velocidades de descida, que estávamos lá para um exercício aeróbico em contato com a natureza. Por isso, não cabia nos arriscarmos nas descidas. Afinal nós vivemos da boa saúde das nossas mãos e temos que estar inteiros para trabalhar. Então seguindo o que havíamos decidido, estava descendo numa boa, quando vi um filete de sangue no braço direito (havia caído no Centro Cirúrgico uma semana antes), me assustei e instintivamente freei a roda dianteira da bike. Deu no que deu. Um baita tombo sobre o lado esquerdo, com direito a abertura dos ponto já dados e eteceteras. Esse sim eu senti. Doía tudo, sentia frio, os colegas querendo ajudar e eu queria só me esquentar. Enfim, com meu kit de urgências os colegas limparam o ferimento do cotovelo, colocaram uma gaze e passaram uma atadura. Sangria estancada, com dores pelo corpo retomamos a volta para casa. Voltei com o apoio de alguns colegas que resolveram encurtar o caminho. A volta foi muito ruim. A pior dor não era a do cotovelo era de uma contusão na coxa. É lógico que a pior, mas a pior dor mesmo, era a do EGO. Novamente a entrada em casa foi triunfal. Achei que iam mandar vender a bicicleta. Tentei entrar despercebido mas não consegui. Tomei um banho e fui lá para o IOT onde o Dr. Luiz Henrique, além de suturar o cotovelo, fez um exame físico geral e solicitou alguns Rx. Sobrou uma sub luxação no ombro (que já está melhor). Foi sem dúvida o tombo com maiores conseqüências. Mesmo por que uma fissura na costela resultou numa contusão pulmonar e uma pneumonia. Pouca coisa. Por isso passei uns vinte dias de molho.
No domingo retrazado fui até Sertão pelo asfalto. Fui e voltei em duas horas. Aos poucos vou voltando as atividades e no próximo sábado (dia 19/06) estarei na Praça da Mãe às 15:00 h para mais um passeio com a turma e sem tombos, espero ...
Escrevi essa postagem, um pouco para desabafar, mas também para refletir sobre o fato de que os tombos ocorrem nas nossas vidas, só não podemos ser derrotados por eles. O que temos que fazer é aprender com eles. No meu caso: por falta de "jogo de corpo" as trilhas estão banidas dos meus passeios e não se deve frear a roda da frente, abruptamente, numa descida (aprender a usar o freio a disco hidráulico), e outras "cositas".
Lembrar que o tombo pode ficar na memória mas não deve ser um empecilho para que agente prossiga fazendo o que faz com prazer.
Abraços.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Vale Europeu - primeiro dia, primeira etapa
Após um noite inquieta com a expectativa de inicar uma aventura inédita encontrei a turma no café da manhã. Estavamos todos lá e o clima de expectativa era grande.
A Pousada Max é bonitinha mas simples. Uma casa antiga adaptada para receber hóspedes. O café da manhã foi farto (e muito bom) para ajudar a enfrentar o dia de pedal que viria pela frente.
Cedo da manhã todos já estavam no refeitório e às 7:30 h alguns já estavam revisando suas bikes. Às 8 h chegou o Celso e a Ana (da Rota Turismo) e o guia. Carregamos as bagagens na caminhonete, batemos a foto abaixo e com nossas bikes fomos até um posto de gasolina que fica perto do marco zero de Pomerode.
Na foto abaixo, tirada na manhã do primeiro dia, estão os companheiros de Vale Europeu, Ondina Maria Nepomuceno (de Brasília), Fernando Lafratta (de Joinville), Tarcisio e Guimar Machado (de Fortaleza), Aderson Marcelino (de Fortaleza), Leila Barbosa (também de Fortaleza) Paulo Estacia e Cezar Lorenzini (ambos de Passo Fundo).
Foto: Celso Pacheco Rota Turismo
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